Manaus – Para o Barezão 2020, o Nacional entrou pressionado para mostrar um bom desempenho, já que teria a disputa do Campeonato Brasileiro da série D, no segundo semestre do ano. Classificou-se para a fase de mata-mata do 1º turno na última rodada, contando com um tropeço do São Raimundo, e acabou eliminado por 4 a 2 para o Amazonas FC. Até à paralisação pelo coronavírus, foram três treinadores diferentes à frente do time em dez partidas disputadas.

“Mantivemos praticamente nove jogadores da espinha dorsal de 2019 e, por isso, conseguimos fazer um time bom para o Estadual de 2020, mesmo não indo além do nosso limite, que é imposto pela diretoria do Nacional”, avalia o presidente do clube, Nazareno Pereira. Segundo ele, a diretoria impõe um limite orçamentário para que não se gaste além do arrecadado e “por isso o clube está de pé ainda”.

“A gente impõe um limite para que não se faça além da realidade. O time está montado, mas, com o campeonato suspenso, os jogadores foram para casa e os contratos também estão suspensos. Vamos aguardar a situação da CBF porque falta estipular uma data para começar a Série D e a gente não pode fazer nenhum planejamento para a equipe sem previsão de datas”, esclarece o mandatário sobre a cara do time para o Brasileirão.

Desde 2019 à frente da presidência do Nacional, Nazareno Pereira de Melo, de 60 anos, é muitas vezes o alvo principal das críticas provenientes de torcedores e parte da mídia esportiva. Apesar de reconhecer o incômodo que traz ao dia-a-dia, o mandatário do Leão afirma que não se deixa afetar por isso. Segundo ele, os criticismos vêm de quem “não conhece a realidade do clube”.

“A crítica vem de todos os lados quando não se conhece a realidade do clube, então eu acho que para criticar precisa conhecer o que está acontecendo. Se eles [torcedores] tivessem o conhecimento do que vem acontecendo no Nacional desde 2015, 2016, não estariam criticando essa diretoria, que está enfrentando problemas não atuais, mas sim do passado. A nova está tentando resolver o passado para melhorar o presente”, aponta o presidente.

De acordo com ele, desde que assumiu o clube, em 2019, a principal missão é reerguer o time. Apesar da situação complicada que descreve, o mandatário ressalta os bons resultados em 2019, que renderam vaga à quarta divisão nacional este ano. O ponto negativo da temporada no Barezão 2020, segundo ele, foi a saída do técnico Aderbal Lana e a má adaptação do técnico Gilberto Pereira à equipe.

Para voltar aos dias de glória, o Nacional aposta na reestruturação das categorias de base. Com trabalhos intensos e, de certa forma “privilegiados” no campo próprio, assistência rara nos times de Manaus, o Nacional espera reinventar o jeito de jogar, de uma maneira mais semelhante àqueles que outrora deram muitas alegrias à torcida nacionalina e enchiam o estádio Vivaldo Lima.

“O trabalho com a categoria de base foi intenso e priorizado. Disputamos todas as categorias que podíamos. Há seis anos o Nacional não ia para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, e em 2020 quem representou o Amazonas fomos nós e por pouco não conseguimos uma classificação inédita. Dessa categoria tem vários jogadores que seriam e serão aproveitados quando voltarem as atividades. Nossas categorias de base continuam com um trabalho muito sério, sob comando do Ribamar”, relata Nazareno.

O Leão da Vila Municipal foi fundado em 13 de janeiro de 1913, como parte do antigo Manaos Sporting Club. Os mascotes são a águia e o leão, este último mais reconhecido e responsável pela alcunha do Nacional, também em homenagem ao bairro da Vila Municipal, atual Adrianópolis, na Zona Centro-Sul de Manaus – onde fica a sede social do clube.

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